domingo, 14 de outubro de 2012

Um dia de domingo



Sempre, no fim do dia
quando eu voltava pra casa,
quase nada restava além de mim.
Apenas queria que chegasse logo o dia
em que eu não precisasse mais ter pressa.

Todo sonho da manhã de domingo;
Toda cor do flamboyant;
Todo azul do céu bonito;
João de Barro a velejar em terra firme...
O que sempre respirou.

















Missa das onze e meia

Matriz de Pirenópolis-GO (Foto: Imaginário)

28º Domingo do Tempo Comum
14 de outubro de 2012

"A Palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas. Ela julga os pensamentos e as intenções do coração.

E não há criatura que possa ocultar-se diante dela. Tudo está nu e descoberto aos seus olhos, e é a ela que devemos prestar contas" (Carta aos Hebreus 4, 12-13).


domingo, 7 de outubro de 2012

Missa das onze e meia (hoje, às 10)

N.Sra. da Conceição, Congonhas-MG (Foto: Imaginário)

27º Domingo do Tempo Comum
07 de outubro de 2012

O Evangelho de Marcos, antes de contar a entrada de Jesus em Jerusalém, apresenta quatro ensinamentos ou instruções à comunidade: a) defende a mulher diante do marido e do divórcio (Mc 10, 2-12); b) defende as crianças diante dos adultos (MC 10, 13-16); c) defende os pobres e questiona a riqueza (MC 10, 17-27) e d) mostra que o importante é o serviço e não o poder (Mc 10, 32-45).

domingo, 30 de setembro de 2012

De chuvas, ventos e curvas



Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas-MG (Foto: Imaginário)


Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas-MG (Foto: Imaginário)

Chuva forte.
  ̶ Liga, não: deve ser apenas o vento fazendo curva.
A lua cheia,
por exemplo,
só não é mais bonita que um queijo de Minas.
Um gosto?
Ah, um gosto vale mais que um caminhão cheio de abóboras.
  ̶ É o que sempre digo nessas horas, repetindo meu pai.
Agora eu mesmo:
um gosto é quase
amor, se chove forte.
Dizem ainda que, depois da curva,
é caminho novo, total.
É nisso que penso, às vezes.

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"Ontem ao luar", Catulo da Paixão Cearense / Pedro Alcântara

Missa das onze e meia


Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas-MG (Foto: Imaginário)


26º Domingo do Tempo Comum
30 de setembro de 2012

“Ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós e a nosso favor” (Marcos 9, 39).




domingo, 23 de setembro de 2012

O fim e o depois


Matriz de Pirapora-MG (Foto: Imaginário)


“Como não ter Deus?! Com Deus existindo, tudo dá esperança: sempre um milagre é possível, o mundo se resolve. Mas, se não tem Deus, há-de a gente perdidos no vai-vem, e a vida é burra. É o aberto perigo das grandes e pequenas horas, não se podendo facilitar – é todos contra os acasos. Tendo Deus, é menos grave se descuidar um pouquinho, pois no fim dá certo. Mas, se não tem Deus, então, a gente não tem licença de coisa nenhuma! Porque existe dor. E a vida do homem está presa encantoada – erra rumo, dá em aleijões como esses, dos meninos sem pernas e braços. Dor não dói até em criancinhas e bichos, e nos doidos – não dói sem precisar de se ter razão nem conhecimento? E as pessoas não nascem sempre? Ah, medo tenho não é de ver morte, mas de ver nascimento. Medo mistério. O senhor não vê? O que não é Deus, é estado do demônio. Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver – a gente sabendo que ele não existe, aí é que ele toma conta de tudo. O inferno é um sem-fim que nem não se pode ver. Mas a gente quer Céu é porque quer um fim: mas um fim com depois dele a gente tudo vendo” (João Guimarães Rosa, em Grande sertão: veredas).



Missa das onze e meia


Matriz de Pirapora-MG (Foto: Imaginário)


25º Domingo do Tempo Comum
23 de setembro de 2012

“Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos” (Marcos 9, 35).