| (Imagem: Imaginario) |
(Des)entardesceres
Na pracinha
do bairro, o homem se assusta : descobre que a pracinha, no final dos dias, sol
indo... – as luzes do dia e da noite se encontrando – é um bom lugar! Um homem
que se vê envelhecendo – não se sabe se sem mais nem menos – dias inteiros se [re]fazendo...
Desde então pensa vestir mais bermuda; calçar mais vezes chinelos
franciscanos... Agora mesmo está na loja, comprando um chapéu de feltro – é
preciso abrigar do sol o velho blues mineiro, que se ouve sempre logo de manhã.
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“Queria eu lá viver perto de chefes? Careço é de
pousar longe das pessoas de mando, mesmo de muita gente conhecida. Sou peixe de
grotão. Quando gosto, é sem razão descoberta, quando desgosto, também. Ninguém,
com dádivas e gabos, não me transforma. (...). Coração cresce de todo lado.
Coração vige feito riacho colominhando por entre serras e varjas, matas e
campinas. Coração mistura amores. Tudo cabe” (Riobaldo, em Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa).
Last Walk Around Mirror Lake - Boom Bip (Boards of Canada Remix) from FroschYankee on Vimeo.