domingo, 26 de agosto de 2012

Missa das onze e meia


21º Domingo do Tempo Comum
26 de agosto de 2012

"Naquele tempo, muitos dos discípulos de Jesus, que o escutavam, disseram: 'Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?'" (João 6, 60)

domingo, 19 de agosto de 2012

De anjos, sonhos e textos


Sonhos de beijos e romãs,
beijos de anjo bom todas as manhãs.

Beijo doce que viaja longe nas asas dos ventos,
a espalhar notícias de fim de tormentos;
a sugerir limites para lamentos.
Momentos, lentos...

Que não parem de girar os moinhos dos ventos!

Machado-MG (Foto: Imaginário)

Machado-MG (Foto: Imaginário)

Perto de Cordisburgo-MG (Foto: Imaginário)

Perto de João Pinheiro-MG (Foto: Imaginário)

Salvador-BA (Foto: Imaginário)




“Os sonhos são como a tradução para uma língua de coisas intraduzíveis de outra; ou como a transposição para a linguagem – forçosamente confusa ou complicada – de sentimentos vagos ou complexos, que a redacção normal não pode comportar”.

FERNANDO PESSOA





Missa das onze e meia

Jonas no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Congonhas-MG (Foto: Imaginário)

Festa da Assunção de Nossa Senhora
19 de agosto de 2012

"Então apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas" (Apocalipse de São João 12, 1)


domingo, 12 de agosto de 2012

Pequenas coisas


Doce aragem,
ventinho leve e eterno,
sentia o menino seguindo formigas
no barro depois da chuva.

Aquele mundo não tinha fim:
bastava ouvir alguém fazendo planos para a manhã seguinte.

Perto de Itabuna-BA (Foto: Imaginário)

Perto de Arinos-MG (Foto: Imaginário)

Perto de Serra das Araras-MG (Foto: Imaginário)

Perto da Chapada Gaúcha-MG (Foto: Imaginário)

 
O mundo meu é pequeno, Senhor.
Tem um rio e um pouco de árvores.
Nossa casa foi feita de costas para o rio.
Formigas recortam roseiras da avó.
Nos fundos do quintal há um menino e suas latas
maravilhosas.
Todas as coisas deste lugar já estão comprometidas
com aves.
Aqui, se o horizonte enrubesce um pouco, os
besouros pensam que estão no incêndio.
Quando o rio está começando um peixe,
Ele me coisa
Ele me rã
Ele me árvore.
De tarde um velho tocará sua flauta para inverter
os ocasos.

(Manoel de Barros)






Riobaldo:
 
“Sertão é o sozinho (...) é dentro da gente (...) o sertão é sem lugar.”

“Jagunço não passa de ser homem muito provisório”.

“Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.” 


Missa das onze e meia


Antiga Matriz de Madre de Deus de Minas (Foto: Imaginário)

19º Domingo do Tempo Comum
12 de agosto de 2012

“Naqueles dias, Elias entrou deserto adentro e caminhou o dia todo. Sentou-se finalmente debaixo de um junípero e pediu para si a morte, dizendo: ‘Agora basta, Senhor! Tira a minha vida, pois não sou melhor que meus pais’.

“E, deitando-se no chão, adormeceu à sombra do junípero. De repente, um anjo tocou-o e disse: ‘Levanta-te e come!’ Ele abriu os olhos e viu junto à sua cabeça um pão assado debaixo da cinza e um jarro de água. Comeu, bebeu e tornou a dormir.

“Mas o anjo do Senhor veio pela segunda vez vez, tocou-o e disse: ‘Levanta-te e come! Ainda tens um caminho longo a percorrer’.

“Elias levantou-se, comeu e bebeu, e,  com a força desse alimento, andou quarenta dias e quarenta noites, até chegar ao Horeb, o monte de Deus.” (II Reis 19, 4-8).




domingo, 5 de agosto de 2012

De flores e de amores


Lembro-me do que posso.
Mais que isso me destruiria.






“All flowers in time bend towards the sun
i know you say that there's no-one for you
but here is one”.
Jeff Buckley.


Missa das onze e meia

Igreja de São José em Congonhas-MG (Foto: Imaginário)

18º Domingo do Tempo Comum
05 de agosto de 2012

"Eis que farei chover para vós o pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolhererá a porção de cada dia a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei" (Êxodo 16, 4).


domingo, 29 de julho de 2012

Movimentos textuais


Maria José do Espírito Santo nasceu pobre
no fundo do mundo em que nasceu.

José, seu pai, este nome lhe deu por nobre
o achar e um outro não o socorresse.

Maria, sua mãe, era a De Lourdes chamada,
que de seu nome também parte fazia.

Duas Marias e dois Josés (metades).
Ausências salientes na parede simples.

A casa não existe mais, mas todos
emolduravam, antigamente, a porta.

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“(...) E donde: palavra nova, só se satisfizer uma precisão, constatada, inscontestada.

 Verdade é que outros também nos objetam que esta maneira de ver reafirma apenas o estado larval em que ainda nos rojamos, neste pragmático mundo da necessidade, em que o objetivo prevale o subjetivo, tudo obedece ao terra-a-terra das relações positivas e, pois, as coisas pesam mais do que as pessoas. Por especiosa, porém, rejeitamos a argumentação. Viver é encargo de pouco proveito e muito desempenho, não nos dando por ora lazer para nos ocuparmos em aumentar a riqueza, a beleza, a expressividade da língua. Nem nos faz falta capturar verbalmente a cinematografia divididíssima dos fatos ou traduzir aos milésimos os movimentos da alma e do espírito. A coisa pode ir indo assim mesmo à grossa”.

(João Guimarães Rosa, em Tutaméia)


"032" The Canadian Affair from Departement on Vimeo.