terça-feira, 24 de julho de 2012

Show me a way, Lord






There Must Be A Way

There must be a way to help me forget that we're
There must be a way to stop me from dreamin' of you
There must be a star in the skies that isn't reflecting your
I just don't know how to disguise how much I miss you
There must be a song that doesn't remind me of you
There must be a kiss that'll thrill me like yours used to do
I look for a way to be happy, happy with somebody new
Oh, there must be a way but I can't find a way without you
There must be a song that doesn't remind me of you
Yes, there must be a kiss that'll thrill me like yours used to do
I look for a way to be happy, happy with somebody new
Oh, there must be a way but I can't find a way without you


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Além


Rio São Francisco

"Aprendi com o tempo a olhar o lado de dentro, como quem olha a roupa e vê o corpo. Como quem olha o corpo e vê a alma. Como quem olha a alma e vê o quê, meu São Francisco?".
Carlos Rodrigues Brandão

Recortes




 

É o ermo em água.
Achei que uma árvore me vigiasse:
Desconfiã ou reconhecente.
a alegriazinha se insinua, tão vivaz que
de medo, acho,
corro para o seu abraço.

domingo, 22 de julho de 2012

Missa das onze e meia


16º Domingo do Tempo Comum
22 de julho de 2012

"Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas" (Marcos 6, 33-34).


sábado, 21 de julho de 2012

Qualquer lugar










Voltei pra casa com a lua me olhando com um olhinho bem miúdo

Três dias enfiado nos textos, o meu e o dos muitos outros, foram o bastante para me fazerem buscar a estrada de novo. Ainda estudei um pouco pela manhã, almocei, mas à tarde saí sem rumo ou destino certo, apenas para olhar outros lugares.

Fui para em Pirenópolis-GO, não sei nem motivos nem razões. Apenas fui.

Trata-se de cidade histórica do estado de Goiás, fundada certamente na primeira metade do século XVIII, provavelmente em 1727. Tem sua origem na rota dos pousos dos paulistas em busca de ouro e esmeraldas mais ao norte, depois da derrota na Guerra do Emboabas. O primeiro nome da vila foi Minas de Nossa Senhora do Rosário Meia Ponte.  Um século depois tornou-se cidade, com o nome de Meia Ponte. Lá foi editado o primeiro jornal do Centro-Oeste brasileiro, a Matutina Meiapontenese, rodado a partir de 1830 em tipografia adquirida com recursos privados, após a negativa do Imperador em liberar verbas para a compra. Haveria razões políticas também.

O nome da cidade hoje tem origem na Serra dos Pirineus, sob a qual está situada e cujo nome foi dado possivelmente pelos primeiros habitantes do lugar, que eram espanhóis, e que homenagearam a serra com o nome daquela (muito maior) que separa a Espanha da França. Aquela mesma que se partiu para que a Jangada de Pedra (ou a Península Ibérica) de Saramago pudesse navegar, ela inteira. Ir embora de uma vez.

Pirenópolis é hoje grande centro turístico e atrai gente de todos os lugares, especialmente de Brasília-DF (140km) e Goiânia-GO (130km) e é famosa por suas pedras, suas Cavalhadas (que simulam a luta entre Cristãos e Mouros  pela domínio da Península Ibérica), suas cachoeiras, seus patrimônio arquitetônico e histórico, entre outros atrativos. Nada disso me atraiu. Fui só para ir mesmo.


sexta-feira, 20 de julho de 2012

No meio do caminho tinha



Outro dia anotei aqui um feito extraordinário que era o fato de eu ter plantado um ipê branco. Isso foi há quase um ano mas continuo achando fabuloso a arvorezinha crescendo ali. Eu a molho duas ou três vezes por semana nessa época de seca, como manda a cartilha.

Hoje descobri que eu também tenho, no meu "caminho-da-roça", um ipê rosa. Esse que aparece aí, todo elegante, cujas imagens (ainda que mal capturadas com equipamento inadequado e com falta de arte) ofereço à Anabela, que deles gosta tanto.



Algodoal!



“Porque, por fim, ele exigiu minha atenção toda, e disse:
– ‘Riobaldo, eu sei a amizade de que agora tu precisa. Vai lá. Mas, me promete: não adia, não desdenha! 
Daqui, e reto, tu sai e vai lá. Diz que é de minha parte... Ele é diverso de todoo mundo.’

Mesmo escreveu um bilhete, que eu levasse. Ao quando despedi, e ele me abraçou,senti o afeto em ser de pensar. Será que ainda tinha aquele apito, na algibeira? E gritou: – ‘Safas!’–; maximé.

Tinha de ser Zé Bebelo, para isso. Só Zé Bebelo, mesmo, para meu destino começar de salvar. Porque o bilhete era para o Compadre meu Quelemém de Góis, na Jijujã – Vereda do Buriti Pardo. Mais digo? O senhor vá lá. No tempo de maio, quando o algodão lãla. Tudo o branquinho. Algodão é o que ele mais planta, de todas as modernas qualidades: o rasga-letras, biból, e mussulim. O senhor vai ver pessoa de tal rareza, como perto dele todo-o-mundo pára sossegado, e sorridente, bondoso... Até com o Vupes lá topei.

Compadre meu Quelemém me hospedou, deixou meu contar minha história inteira. Como vi que ele me olhava com aquela enorme paciência – calma de que minha dor passasse; e que podia esperar muito longo tempo. O que vendo, tive vergonha, assaz. Mas, por fim, eu tomei coragem, e tudo perguntei:
– ‘O senhor acha que a minha alma eu vendi, pactário?!’ Então ele sorriu, o pronto sincero, e me vale me respondeu:
– ‘Tem cisma não. Pensa para diante. Comprar ou vender, às vezes, são as ações que são as quase iguais...’

E me cerro, aqui, mire e veja. Isto não é o de um relatar passagens de sua vida, em toda admiração. Conto o que fui e vi, no levantar do dia. Auroras.

Cerro. O senhor vê. Contei tudo. Agora estou aqui, quase barranqueiro. Para a velhice vou, com ordem e trabalho. Sei de mim? Cumpro” (Riobaldo, em Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa).


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vidas e dias

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (20/08/1889 - 10/04/1985)

"Não podemos acrescentar dias à nossa vida, mas podemos acrescentar vida aos nossos dias"

(Cora Coralina).