domingo, 25 de março de 2012
JGR por ele mesmo VI
"Até hoje, para não se entender a vida, o que de melhor se achou foram os relógios. É contra eles, também, que teremos que lutar..." (No último Prefácio para Tutaméia).
JGR por ele mesmo V
“Penso desta forma: cada homem tem seu lugar no mundo e no tempo que lhe é concedido. Sua tarefa nunca é maior que sua capacidade para cumpri-la. Ela consiste em preencher seu lugar, em servir à verdade e aos homens. Conheço meu lugar e minha tarefa; muitos homens não conhecem, ou chegam a fazê-lo quando é demasiado tarde. Por isso, tudo é muito simples para mim, e só espero fazer justiça a esse lugar e a essa tarefa. Veja como meu credo é simples. Mas quero ainda ressaltar que credo e poética são uma mesma coisa. Não deve haver nenhuma diferença entre homens e escritores; esta é apenas uma maldita invenção dos cientistas, que querem fazer deles duas pessoas totalmente distintas. Acho isso ridículo. A vida deve fazer justiça à obra, e a obra à vida. Um escritor que não se atém a esta regra não vale nada, nem como homem nem como escritor. Ele está face a face com o infinito e é o responsável perante o homem e perante a si mesmo. Para ele não existe uma instância superior. Para que você não tenha que me interrogar a esse respeito, gostaria de explicar meu compromisso,meu comprimisso do coração, e que considero o maior compromisso possível, o mais importante, o mais humano e acima de tudo o único sincero. Outras regras que não sejam este credo, esta poética e este compromisso não existem para mim, não as reconheço. Estas são as leis de minha vida, de meu trabalho, de minha responsabilidade. A elas me sinto obrigado, por elas me guio, para elas vivo. Mesmo com a melhor boa vontade não posso fazer mais confissões, porque tudo que possa me acontecer na vida está contido aí, ou não vale a pena ser chamado de confissão” (Em entrevista a Günter Lorenz em janeiro de 1965).
É o coração quem vê
Depois de um ano, agora sozinho,
Percorri paisagens de mim,
E que vivi, que há um ano vi,
Na mais perfeita companhia.
Sentimento estranho: de estar tudo lá...
Menos eu, que sem ela não me vejo.
É o coração quem vê, eis a razão.
Razões do coração, é o que se diz.
Missa das onze e meia
25 de março de 2012
"Criai em mim um coração que seja puro" (Salmo 50(51), 12).
sábado, 24 de março de 2012
JGR por ele mesmo IV
"A estória não quer ser História. A estória, em rigor, deve ser contra a História" (No primeiro Prefácio para Tutaméia)
JGR por ele mesmo III
“Eu, quando escrevo um livro, vou fazendo como se o estivesse “traduzindo”, de algum alto original, existente alhures, no mundo astral ou no “plano das ideias”, dos arquétipos, por exemplo. Nunca sei se estou acertando ou falhando, nessa “tradução”. Assim, quando me “re”-traduzem para outro idioma, nunca sei, também, em casos de divergência, se não foi o Tradutor quem, de fato, acertou, restabelecendo a verdade do “original ideal”, que eu desvirtuara” (Carta a Edoardo Bizzarri, de 4 de dezembro de 1963).
quinta-feira, 22 de março de 2012
JGR por ele mesmo II
"Os livros [que escrevi] são como eu sou" (Carta a Edoardo Bizzarri, de 25/XI/65).
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